quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Fomartura da 1º Turma do Curso de Direitos Humanos do IDTBrasil em parceria com a Faculdades Claretiano











A educação em direitos humanos será a prioridade máxima do trabalho da Secretaria Especial dos Direitos Humanos/SEDH, da Presidência da República em 2010. É o que afirmou em São Paulo, em 18 de dezembro, o Ministro Secretário Especial dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi na solenidade de encerramento do Curso de Direitos Humanos, nas Faculdades Claretianas.

O Ministro destacou que estão sendo abertos novos espaços de conhecimento sobre os direitos humanos em todas as suas dimensões, ou seja, dos direitos individuais e pessoais, dos diretos econômicos, sociais, culturais, políticos e ambientais. O traço comum a todos esses direitos é o resgate e a promoção da dignidade humana.

Vannuchi apresentou também, na sua palestra as iniciativas do governo federal para promover essa causa. Entre outras medidas enfatizou a decisão oficial de introduzir as matérias de Direitos Humanos em todas as provas dos concursos públicos no país. Informou também que a OAB decidiu que 15% das perguntas nas provas do exame de ordem terão os direitos humanos como tema.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

IDTBrasil - Alteração de início das aulas

Prezados alunos,

Atendendo a recomendação feita pela Secretaria de Estado da Saúde no dia 28 de Julho de 2009, sugerindo que todos os estabelecimentos de ensino públicos e privados adiem a retomada das atividades escolares, alteramos a data de início do curso para 11 de agôsto de 2009.

Orientações sobre a gripe Influenza.:
http://www.pucsp.br/imprensa/noticias/varias_noticias/28-07-09-gripesuina.html

segunda-feira, 29 de junho de 2009


Curso de Direitos Humanos

O Instituto Desmond Tutu/IDTBrasil e as Faculdades Itegradas Claretianas promoverão, de 11 de agosto a 15 de dezembro de 2009 um Curso de Introdução aos Direitos Humanos, de extensão universitária.

As inscrições já estão abertas pelo email idtbrasil@gmail.com. A matrícula custará R$ 20,00 e a mensalidade será de R$ 70,00, (cinco prestações). Serão entregues certificados aos participantes com frequencia provada de 75% das aulas.

Faça sua inscrição através da conta corrente:
Banco: Bradesco
Agência: 095
conta : 265753-8
Enilson Vasconcelos da Silva
Secretário do IDT

A seguir, o programa do Curso:

11/08 - Evolução e Fundamentos dos Direitos Humanos.
Prof. Dr. Dermi Azevedo (USP/IDT/SJDC).

18/08 - Críticas aos Direitos Humanos e a sua Crítica.
Prof. Dr. Dermi Azevedo (USP/IDT/SJDC).

25/08 – Direitos Humanos, Arte e Cultura Popular.
Prof. João Francisco Esvael (IEAB/IDT).

01/09 – Direitos Humanos e Geopolítica.
Prof. Dr. Leonel Itaussu Almeida Mello (USP).

08/09 – Direitos Humanos e Relações Internacionais.
Prof.Dr. Flávio Rocha de Oliveira (FSM/FESP).

15/09 – Direitos Humanos e Violência Urbana.
Prof. Marcelo Neumann (Universidade Mackenzie).

22/09 - Gênero e Violência contra a Mulher.
Prof. Ester Lisboa (Koinonia/IDT).

29/09 – Direitos Humanos e Diversidade Sexual.
Prof.Dr. Ideraldo Beltrame (UNINOVE/IEAB/IDT).

06/10 – Direitos Humanos Desafios no Poder Judiciário.
Dr. Dyrceu Cintra Jr.
Desembargador do Tibunal de Justiça do Estado de São Paulo.

13/10 – Direitos Humanos e a Classe Operária no Brasil.
Valdemar Rossi.
Coordenador da Pastoral Operária.

20/10 – O Papel do Ministério Público Estadual na Defesa e Promoção dos Direitos Humanos.
Dr. Augusto Rossini (MPE).
Promotor de Justiça.


27/10 – Vivência em Danças Circulares.
Dra. Eliana de Sordi.
Psicóloga Clínica e Professora (PMSBC).


03/11 - Direitos Humanos: Desafios ao Poder Legislativo.
Deputado Estadual Simão Pedro (PT/SP).

10/11 – Direitos Humanos e o Teatro do Oprimido.
Dr. Osmar Araújo (Mudança de Cena).
Psicólogo.


17/11 – Direitos Humanos e a Ditadura Militar no Brasil: um testemunho.
Giulio Vicini, psicoterapeuta e Yara Spadini , assistente social.
Ex- presos políticos.


24/11 – Declaração Universal dos Direitos Humanos: Origem e Atualidade.
Dr. Gustavo Ungaro.
Advogado e Diretor Executivo do ITESP.


01/12 – Direitos Humanos na Perspectiva Bíblica.
Prof. Dr. Pedro Triana (IEAB/IDT)
Teólogo.


08/12 – Painéis para a síntese dos temas analisados no Curso.
Coordenação.

15/12 - Perspectivas para a segunda década do século 21.
Dr. Perly Cipriano.
Subsecretário Nacional de Direitos Humanos.

Encerramento do Curso e Confraternização Natalina.
Programação:
11 de agosto de 2009 a 15 de Dezembro de 2009 - Terça Feira das 19 hs às 22hs
Rua Martim Francisco, 636 - Santa Cecília - Próximo ao metrô Sta. Cecília
Cep.: 01226-000 fone: (11) 3823-5969

Apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Curso Intensivo de Introdução aos Direitos Humanos em Santos

Curso Intensivo de Introdução aos Direitos Humanos é promovido pelo Instituto Desmond Tutu, na sede da Paróquia de Todos os Santos, situada na Praça Washington, 93, José Menino, Santos, São Paulo, nas proximidades do Orquidário Municipal.

O curso terá a duração de oito meses, com aulas às segundas e quartas. Será solicitado o pagamento de uma taxa simbólica de R$ 100,00 para profissionais liberais e de R$50 para trabalhadores e mIlitantes de entidades populares e de movimentos sociais.

As inscrições serão feitas na secretaria da Igreja. A taxa não será um fator impeditivo para a participação no curso, podendo ser feito o pagamento posteriormente.

O curso tem o apoio da Igreja Episcopal da Comunhão Anglicana do Brasil, por meio da paróquia acima citada, cujo responsável é o Rev. Leandro Campos. É tambem apoiado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República, assim como pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, do Governo do Estado de São Paulo.
O telefone da Paróquia é (13)3237-4327
Email : "Dermi Azevedo" <dermi508@gmail.com>.

domingo, 10 de maio de 2009

Mensagem de d.Pedro Casaldáliga

«HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS», diz o cardeal Carlo M. Martini, jesuíta, biblista, arcebispo que foi de Milan e colega meu de Parkinson, é um eclesiástico de diálogo, de acolhida, de renovação a fundo, tanto na Igreja como na Sociedade. Em seu livro de confidências e confissões Colóquios noturnos em Jerusalém, declara: «Antes eu tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que percorre seu caminho na pobreza e na humildade, que não depende dos poderes deste mundo; na qual se extirpasse de raiz a desconfiança; que desse espaço às pessoas que pensem com mais amplidão; que desse ânimos, especialmente, àqueles que se sentem pequenos o pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. Hoje não tenho mais esses sonhos». Esta afirmação categórica de Martini não é, não pode ser, uma declaração de fracasso, de decepção eclesial, de renúncia à utopia. Martini continua sonhando nada menos que com o Reino, que é a utopia das utopias, um sonho do próprio Deus. Ele e milhões de pessoas na Igreja sonhamos com a «outra Igreja possível», ao serviço do «outro Mundo possível». E o cardeal Martini é uma boa testemunha e um bom guia nesse caminho alternativo; o tem demonstrado. Tanto na Igreja (na Igreja de Jesus que são várias Igrejas) como na Sociedade (que são vários povos, várias culturas, vários processos históricos) hoje mais do que nunca devemos radicalizar na procura da justiça e da paz, da dignidade humana e da igualdade na alteridade, do verdadeiro progresso dentro da ecologia profunda. E, como diz Bobbio, «é preciso instalar a liberdade no coração mesmo da igualdade»; hoje com uma visão e uma ação estritamente mundiais. É a outra globalização, a que reivindicam nossos pensadores, nossos militantes, nossos mártires, nossos famintos... A grande crise econômica atual é uma crise global de Humanidade que não se resolverá com nenhum tipo de capitalismo, porque não é possível um capitalismo humano; o capitalismo continua a ser homicida, ecocida, suicida. Não há modo de servir simultaneamente ao deus dos bancos e ao Deus da Vida, conjugar a prepotência e a usura com a convivência fraterna. A questão axial é: Trata-se de salvar o Sistema ou se trata de salvar à Humanidade? A grandes crises, grandes oportunidades. No idioma chinês a palavra crise se desdobra em dois sentidos: crise como perigo, crise como oportunidade. Na campanha eleitoral dos EUA se arvorou repetidamente «o sonho de Luther King», querendo atualizar esse sonho; e, por ocasião dos 50 anos da convocatória do Vaticano II, tem-se recordado, com saudade, o Pacto das Catacumbas da Igreja serva e pobre. No dia 16 de novembro de 1965, poucos dias antes da clausura do Concílio, 40 Padres Conciliares celebraram a Eucaristia nas catacumbas romanas de Domitila, e firmaram o Pacto das Catacumbas. Dom Hélder Câmara, cujo centenário de nascimento estamos celebrando neste ano, era um dos principais animadores do grupo profético. O Pacto em seus 13 pontos insiste na pobreza evangélica da Igreja, sem títulos honoríficos, sem privilégios e sem ostentações mundanas; insiste na colegialidade e na corresponsabilidade da Igreja como Povo de Deus e na abertura ao mundo e na acolhida fraterna. Hoje, nós, na convulsa conjuntura atual, professamos a vigência de muitos sonhos, sociais, políticos, eclesiais, aos quais de jeito nenhum modo podemos renunciar. Seguimos rechaçando o capitalismo neoliberal, o neoimperialismo do dinheiro e das armas, uma economia de mercado e de consumismo que sepulta na pobreza e na fome a uma grande maioria da Humanidade. E seguiremos rechaçando toda discriminação por motivos de gênero, de cultura, de raça. Exigimos a transformação substancial dos organismos mundiais (a ONU, o FMI, o Banco Mundial, a OMC...). Comprometemo-nos a vivermos uma «ecologia profunda e integral», propiciando uma política agrária-agrícola alternativa à política depredadora do latifúndio, da monocultura, do agrotóxico. Participaremos nas transformações sociais, políticas e econômicas, para uma democracia de «alta intensidade». Como Igreja queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino. Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também. O Deus em quem acreditamos, o Abbá de Jesus, não pode ser de jeito nenhum causa de fundamentalismos, de exclusões, de inclusões absorventes, de orgulho proselitista. Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. «Meu Deus, me deixa ver a Deus?». Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo interreligioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta. Exigiremos, corrigindo séculos de descriminação, a plena igualdade da mulher na vida e nos ministérios da Igreja. Estimularemos a liberdade e o serviço reconhecido de nossos teólogos e teólogas. A Igreja será uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz. Uma Boa Nova de misericórdia, de acolhida, de perdão, de ternura, samaritana à beira de todos os caminhos da Humanidade. Seguiremos fazendo que se viva na prática eclesial a advertência de Jesus: «Não será assim entre vocês» (Mt 21,26). Seja a autoridade serviço. O Vaticano deixará de ser Estado e o Papa não será mais chefe de Estado. A Cúria terá de ser profundamente reformada e as Igrejas locais cultivarão a inculturação do Evangelho e a ministerialidade compartilhada. A Igreja se comprometerá, sem medo, sem evasões, com as grandes causas de justiça e da paz, dos direitos humanos e da igualdade reconhecida de todos os povos. Será profecia de anuncio, de denúncia, de consolação. A política vivida por todos os cristãos e cristãs será aquela «expressão mais alta do amor fraterno» (Pio XI). Nós nos negamos a renunciar a estes sonhos mesmo quando possam parecer quimera. «Ainda cantamos, ainda sonhamos». Nós nos atemos à palavra de Jesus: «Fogo vim trazer à Terra; e que mais posso querer senão que arda» (Lc 12,49). Com humildade e coragem, no seguimento de Jesus, tentaremos viver estes sonhos no dia a dia de nossas vidas. Seguirá havendo crises e a Humanidade, com suas religiões e suas Igrejas, seguirá sendo santa e pecadora. Mas não faltarão as campanhas universais de solidariedade, os Foros Sociais, as Vias Campesinas, os movimentos populares, as conquistas dos Sem Terra, os pactos ecológicos, os caminhos alternativos da Nossa América, as Comunidades Eclesiais de Base, os processos de reconciliação entre o Shalom e o Salam, as vitórias indígenas e afro y, em todo o caso, mais uma vez e sempre, «eu me atenho ao dito: a Esperança». Cada um e cada uma a quem possa chegar esta circular fraterna, em comunhão de fé religiosa ou de paixão humana, receba um abraço do tamanho destes sonhos. Os velhos ainda temos visões, diz a Bíblia (Jl 3,1). Li nestes dias esta definição: «A velhice é uma espécie de postguerra»; não precisamente de claudicação. O Parkinson é apenas um percalço do caminho e seguimos Reino adentro. Pedro CasaldáligaCircular 2009.
O Instituto Desmond Tutu - IDT, constituído em dezembro de 2008, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com sede no município de São Paulo.

O IDT tem por finalidades promover a causa dos direitos humanos, da democracia participativa e do desenvolvimento humano; concretizar, em suas atividades, a dimensão libertadora da mensagem de Jesus Cristo; participar e fortalecer o movimento ecumênico; realizar um amplo e intenso trabalho de formação, tanto com outras OSCIPs e ONGs, quanto com organizações do poder público e da sociedade civil; promover a causa da unidade latino-americana, incentivando assim, todas as iniciativas que favoreçam a soberania e a autodeterminação dos seus povos e nações, assim como apoiar projetos e programas de integração regional na América Latina e no Caribe.